domingo, 4 de novembro de 2007

Os Aleatoriamente sem noção

Segue a saga do cão sem dono, com sua coleira arrastando e seu rabinho entre as pernas. Depois de desbravar por florestas negras, desertos escaldantes repletos de ignorantes, alienados, uma coisa e outra, a outra e uma e até as duas numa só, ele chega até o cidade dos Aleatoriamente sem noção. E já é recepcionado por um morador que logo diz: “Como você pode andar tão maltrapilho? Em que mundo vivemos!”. O Cão sem dono, obviamente, dá com os ombros, por se tratar claramente de um individuo aleatoriamente sem noção. Mal sabe ele por o que nosso herói passou, o que enfrentou e que caminhos percorreu para chegar até ali. Definitivamente, não vale a pena entrar na discussão, nem nos méritos da questão.

E as perguntas começam a surgir. “Meu caro colunista, você está mamado? Cheirou cola?” Não amiguinhos, não! Simplesmente o convívio diário com pessoas de classes sociais completamente opostas deixa indivíduos, de estereotipo socioeconômico parecido com o do cão sem dono, simplesmente indignados. E a indignação não é relacionada à discrepância existente em nosso país, pelo contrário, quanto a isso já estamos todos conformados e felizes. O que incomoda e em particular tira do sério este que vos escreve são julgamentos precipitados de pessoas de vidinha “a la” Malhação, sobre qualquer assunto relacionado à realidade do nosso pobre personagem sofrido e guerreiro.

Naturalmente o percentual de pessoas que não gostam de mim, necessariamente vai aumentar ao termino desta leitura. E você, se já não é, pode vir a ser mais um. Simplesmente porque, em geral, assuntos polêmicos têm de um dos lados, pessoas sem noção, senão dos dois. Entrar em detalhes, exemplificar com alguns casos, parece inevitável, por mais árduo e negro que seja, vamos lá. Quem aqui estuda em uma Universidade Pública e nunca ouviu um infeliz de uma Universidade particular soltar a a seguinte frase de que nós (e eu me incluo neste seleto grupo de pessoas com sérias dificuldades de cursar uma determinada graduação numa Universidade Pública) não temos um bom desempenho, porque não pagamos e logo não damos valor. Uma pessoa dessa talvez até teria um ótimo desempenho na federal, tudo depende de que tipo de cão sem dono ele é, digo, se tem pedigree. Muitos se dão muito bem, mas com certeza não precisam trabalhar, não tem contas para pagar e logo não tem preocupações extra universidade. Tudo isso influencia, mas evidentemente, isso não interessa para os moradores da cidadezinha supracitada. Ah, lembrei, muitas vezes esses moradores estão em uma universidade pública e falam tal asneira, não podíamos esperar outro tipo de comentário.

É válido ressaltar que criaturas alvo do tema deste texto aparentemente usam cabrestos. Não tem outra explicação para tamanha (Opa!) alienação quanto a assuntos tão delicados. Como por exemplo, conseguir R$300,00 seja para o que for. Para eles é simples, vai trabalhar, diriam os mais batalhadores e comovidos com a triste realidade de sua família bem sucedida. Mal sabe ele que o cão sem dono trabalha desde os 13 anos. Que paga contas em casa desde então e que sem sua renda, sua família fica sem luz, água, telefone ou deixa de pagar aluguel, condomínio e outras continhas quaisquer. É verdade, existem pessoas que não trabalham para ser lazer próprio. Siiiim meu caro, adolescentes com alto nível de responsabilidade dentro do lar. Não, não... o papai não paga tudo. Muito pelo contrário, em muitos casos o pai é desempregado, alcoólatra e até mesmo já faleceu. O queee?? Existem famílias em que o HOMEM da casa é uma MULHER ou então um adolescente com responsabilidades de adulto. Sim sim.. seja bem vindo ao mundo real! E as vezes, para piorar, esse pseudo homem da casa ganha menos que sua mesada. Ou então menos que esse dinheirinho que você consegue facilmente de seis em seis meses para seu próprio lazer.

Por fim, seja você sem noção ou não, ou então, se um dia já foi um e está envergonhado. Perdoe-me pela franqueza, mas por favor, antes de soltar qualquer asneira, a respeito de qualquer assunto aleatório que você não tem pleno conhecimento, pense bem e fique quieto. Pior que tapas na cara, é você batalhar como um cão sem dono, com sua coleira arrastando e seu rabinho entre as pernas e ouvir um aleatoriamente sem noção jogar no lixo todo o seu esforço por que para ele tudo sempre foi mais fácil. Todos batalham, todos lutam, alguns tem mais facilidades, outros não. Mas todos tem seus méritos e ninguém tem o direito de julgar ou falar qualquer coisa a respeito do outro. Principalmente se você não vive a realidade deste alguém.

E segue o cão sem dono, com sua coleira arrastando e seu rabinho dentre as pernas...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Socialismo POP

Na sua populista eternidade, Ernesto Guevara de la Sierna, estaria hoje a chorar de desgosto e tristeza. O humanitário revolucionário argentino que jovem partiu da terra natal, desbravou fronteiras, gladiou contra desigualdades sociais e fez revolução é hoje o maior paradoxo político social de toda história da humanidade.

Símbolo de um socialismo POP, Che tornou-se a bandeira que qualquer um que com ou sem motivos torna-se rebelde. Os com ou sem causa, punks, metaleros, bad boys juntaram-se aos que realmente sabem quem foi e simbolizou “El Fuser” Guevara em toda América e passaram a envergar a sua imagem POP. A imagem de uma grife, a imagem que fez com que o capitalismo abocanha-se seu maior rival (o monstro comedor de criancinhas socialista), simplesmente neutralizando-o, evitando assim em todo o seu real domínio que uma revolução interna pudesse ameaçá-lo. Hoje no mundo capitalista, os pseudo socialistas, comunistas ou coisas do gênero são vistos como “fase” ou “moda”. Mesmo aqueles que sabem o que envergam; Não interessa! Frente à sociedade midiática que vivemos todos são modista ou rebeldes.

Em partes existe razão, pois a primeira coisa que um adolescente no auge de sua rebeldia faz é mudar o visual e vestir uma camisa do Che. Entretanto, eles sabem quem foi Guevara? Por o que ele lutou? O que ele fez? Não, isso não importa para as lojas de moda rebelde, o importante é o capital, a propaganda, a eterna imagem lucrativa de Che.

Movidos pela lavagem mental capitalista localizada em todo local (TV, rádio, outdoors, praças, ruas, céu, mar), estes seres humanos desprovidos intelectualmente de conceitos básicos que o ajudariam a situar-se em algum lugar, logo cedem e esquecem ou desistem de lutar por o que lutavam, se é que tinham algo por o que lutar. E gerações passam, novos adolescentes se rebelam e novamente envergam a imagem POP de Ernesto. Por uma mesada cortada, por causa da banda favorita, para parecer mau ou qualquer outro motivo banal ele é invocado. Este símbolo da luta por uma sociedade socialmente justa, uma sociedade igualitária, uma sociedade na qual o capitalismo predativo aliado ao explorador europeu não mais dominaria o nativo americano, uma América que priorizaria o social, socialista, socialismo? Ah, isso é moda, isso é POP.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Não é culpa minha... é dele !!

Antiamericano, revoltado e sem criatividade, serão os adjetivos por vocês usados para qualificar este mero colunista semanal após o termino desta leitura. Mas peço que entendam, eu não tenho culpa, como um escritor de assuntos ligados a historia e atualidade, as seguidas “pescoçadas” deste cidadão são irresistíveis. Eu evitei, tentei, lutei com todas as forças, procurei, mas não consegui, e venho pela terceira semana seguida falar do mesmo cara, do mesmo país e das mesmas atitudes infundadas e inescrupulosas. Sim, é ele, o próprio e porque não “os próprios”. George W Bush e sua junta de criminosos de guerra são novamente o alvo de minhas criticas e de minha simples coluna.

A história sempre pregou e continua pregando peças em todos que não entendem e simplesmente agem por extinto, impulso ou interesse próprio, sem analisar o contexto que envolve a situação. Aconteceu com Hitler e Napoleão, e hoje temos a nossa frente mais um exemplo de equívocos propositais gerados pela ignorância, prepotência e egoísmo de poucos. É claro que você, eu, seu amigo enfim todos os telespectadores não vemos, assim como o povo alemão e a geração de 1970 também não via o que realmente estava acontecendo. Pois da mesma maneira que o excelente Goelbs fez para transmitir uma boa imagem do nazismo para os alemães, os norte americanos fizeram para mostrar ao mundo que Ho Chi Minh e a grande maioria do povo vietnamita estava realizando uma agressão interna ao lutar contra o governos imposto pelo Tio Sã, hoje novamente os EUA passam a imagem de um Iraque livre do monstro ditador e em fase reconstrução. Mas as perguntas que não querem calar são: Se a situação esta sob controle, porque eles estão fazendo de tudo para se retirar do local? A Guerra acabou? Os atentados que estão acontecendo são o que então?

A guerra não acabou, quem luta agora é o povo iraquiano contra o opressor americano, assim como os vietnamitas fizeram e conseguiram, deixando a maior ferida de todos os tempos no orgulho estadunidense, perder uma guerra e sair com o rabo entre as pernas. Nem armas químicas e de destruição em massa foram suficientes para acabar com a gana dos “comunistas” comedores de crianças vietnamitas. Muito sangue foi derramado, inocentes foram mortos, mas a grande mídia ocultou e com um passe de mágica a guerra do Vietnã se transformou em filme Hollywoodiano com americano se passando por herói. E a cada dia que passa parece que os EUA querem adicionar mais e mais guerras ao seu sangrento currículo para ver se a derrota para os vietcongs seja ocultada.

George não precisa se sentir o pior homem do mundo por ter passado por cima da ONU e de seu conselho de segurança, é claro que não. Pelo mesmo débil motivo John Kennedy e os EUA passaram por cima dos Capítulos sobre Colonização da Convenção de Genebra 1954 e implantaram na metade sul do Vietnã sua tirania e mesmo com o fracasso ignoraram as tentativas da ONU de uma solução pacifica. Sem falar dos antecessores destes que aniquilaram os Nativos-Americanos e tomaram território mexicano. O mais engraçado e o que me faz todas as sextas feiras na hora de escrever minha coluna em voltar a este assunto são as desculpas, pretextos, mentiras dadas por eles para tais ações. No Vietnã eles iriam lutar pela autodeterminação e liberdade combatendo a “agressão interna” (diga-se de passagem, da grande maioria) defendendo assim o Vietnã do Sul contra os agressores do norte, com isso implantara um governo marionete e passaram a bombardear (literalmente) o governo eleito pelo povo. No Iraque eles queriam acabar com as armas de destruição em massa (que fora cedida pelo EUA para Sadam quando armas de destruição em massa eram permitidas), sendo que inspeções desde 1991 sempre foram realizadas, exceto em Israel (com a aprovação do tio Sã). Agora a melhor de todas e a ultima de Bush, liberdade para Cuba, na América não há espaço para ditaduras. Pena que os próprios cubanos foram mais rápidos e satirizaram esta frase antes que eu: ““ as ditaduras não têm lugar na América “. Isso, afortunadamente, é muito certo. O povo norte-americano se encherá de suas fanáticas idéias que podem conduzi-los, entre outras coisas, a catástrofes econômicas e ecológicas”. Com isso podemos ficar tranqüilos, não somos os próximos, os “donos do mundo” ainda terão que passar por cima de Cuba para depois partir para seu próximo objetivo.

Apesar dos meus esforços para evitar os adjetivos citados no primeiro parágrafo desta coluna, sei que muitos de vocês concluíram realmente aquilo. Mas ainda assim peço que relevem e vejam que com os argumentos dados (fatos) fica difícil um colunista de acontecimentos históricos e de atualidade escrever sobre outra coisa. Peço desculpas por ser tão repetitivo e prometo que não vou ler jornais, revistas ou noticias na Internet para ver se na coluna da semana que vem quem sabe eu escrevo sobre Matim Lutero e a Reforma Protestante.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Analogias, Hipérboles e Onomatopéias

Flórida, agosto de 1934, após uma fraude nas eleições Adolf Hitler assume a presidência dos EUA. O desemprego reinava na Alemanha e para exterminá-lo, Hitler criou a Volkswagen. Passou a construir armamento bélico e ao mesmo tempo em que extinguia a falta de emprego ele reerguia a economia germânica.

Com sede de “PODER” (no período, poder era sinônimo de território, hoje petróleo), o presidente alemão iniciou a sua conquista. E assim sendo, invadiu o Iraque, tomando para si o país que apesar de fraco, era detentor de muito deste tal “PODER”. Após a invasão, Inglaterra e França (a "ONU" do período) deram um ultimato e disseram que qualquer nova atitude semelhante à invasão da Áustria estava proibida. A Alemanha deu com os ombros e invadiu a Polônia, a tal "ONU" do período declarou guerra à Alemanha e aliados, e o desfecho desta história você já sabe.

Contudo o que acontece atualmente é completamente diferente, os homens que ostentam e querem cada vez mais o poder não estão sendo barrados como Hitler em 1939. O que aconteceria se heróis como Winston Churchill tivessem agido como os fracos cabeças da ONU. Opiniões à parte, eu quero que uma bomba caia na próxima reunião. CABUM !!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ignorância e Alienação

Sempre existiram e sempre existirão, hoje já não são aberrações ou bárbaros da sociedade, mas sim onde há vida em sociedade ou onde há história existem os ignorantes alienados, uma coisa ou outra e até mesmo os dois em um só.

Com um breve estudo percebe-se que a história aglutinou estes seres a sua existência para sobrevivência própria, pois fica difícil imaginar a conjuntura atual sem as constantes erratas e atitudes infames de todos que direta ou indiretamente influenciaram no desenvolvimento histórico mundial.

Mas a história sabe o que fazer, e da mesma maneira com que dá a um Ignorante Alienado (daqui para frente chamado carinhosamente de IA) poder ou qualquer outra coisa ela tira, ou melhor, ela sabe que eles mesmos irão se acabar com suas seguidas pescoçadas.

Aí vem à pergunta: O que realmente é um IA? E como posso identificá-lo? As respostas não são tão fáceis, pois não existe apenas IAs, mas sim Is, As e até mesmo AIs. Analisando podemos chegar a algumas definições.

Alienado é aquele que embasado em nada e mesmo que outros provem o certo, continua com sua conclusão difusa e incoerente sobre algo que não tem pleno conhecimento. Quando "aparentemente" está com a razão (isto ocorre quando esta em bando) afirmam que você ficou sem argumentos e mesmo que com provas concretas a verdade seja mostrada ele continua a brigar e resmungar, tudo é claro com um baixo nível de educação. Melhor remédio: Ignorar!

Ignorante é aquele com quem você consegue iniciar uma boa discussão, mas ao deixá-lo em maus lençóis começam a pronunciar palavrões e/ou repetir perguntas já respondidas e/ou provadas, babar e espernear. Não sabem levar em consideração seus argumentos, mas sim afirmar que você é tudo menos uma pessoa tentando esclarecer algo. Costumam tirar conclusões de suas próprias colocações como se você fosse concluir aquilo. São prepotentes e na grande maioria das vezes alienados. Em bando sentem-se melhor para mostrar como são primatas e irracionais. Melhor remédio: Dar a razão a eles (Ps: Irão argumentar [por incrível que pareça] que você ficou sem argumentos).

Se você encontrar estes sintomas em uma única pessoa, corra, mas corra muito que isto é contagioso. Agora se você se encaixa nesta descrição tem duas saídas: Continue assim ou então tente dialogar, procurar entender, ler, escutar e abrir os olhos pois existe um mundo imenso por de traz dos seus cabrestos.

Historicamente temos uma sociedade repleta de AIs, IAs, Is e As que mudaram, mudam e mudarão o curso dos acontecimentos deixando nosso futuro cada vez mais incerto. É lamentável, mas é verdade.

Qualquer analogia seja com o que for é mera coincidência.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Informativo

Meus caríssimos leitores

Mesmo sabendo que os senhores não existem, sinto-me no dever e na obrigação de informar algo a respeito das próximas colunas a serem publicadas neste simplório blog.
Serão colunas de 2 ou 3 anos atrás, periodo em que eu fazia parte da equipe de colunistas do Verbonauta.
Por tal razão, a impressão será de que (Se que o nada tem impressão de alguma coisa) elas estão meio desfocadas da conjuntura atual. Mas relaxem (Se é que o nada relaxa), isso é só a gordurinha que tenho para queimar enquanto meu cerebro vai se preparando para a escrita.

Apesar de saber que, ninguem vai ler isso aqui, vou me despedir mesmo assim.

Um forte abraço e nos vemos na próxima, se é que o nada é visivel, mesmo que virtualmente.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Mudar é imperativo, não há como fugir

Corram, se escondam, blasfemem, atirem paus e pedras ou argumente e lute a favor, de qualquer maneira nada irá adiantar, mudar é necessário e inevitável. Todos já devem ter ouvido a famosa máxima (e porque não jargão) que afirma: “a única coisa certa nos dias de hoje é que tudo vai mudar”. Repudiar mudanças é fácil, o difícil é parar, pensar e analisar se elas realmente virão para melhorar. Imaginem se Galileu Galilei (a partir de agora carinhosamente apelidado de GG) não tivesse um sentimento de mudança dentro de si, estaríamos até hoje achando que éramos o centro de todo o Universo. Mas não, GG lutou (é claro que negou), mas acima de tudo conseguiu fazer com que outros acreditassem em sua tese de mudança deixando para o futuro a confirmação e aceitação de suas teorias. Falando em mundo europeu... Renascimento, reforma, contra-reforma, revolução industrial foram mudanças que abalaram a sociedade do período, sendo que elas não ocorreram pacificamente com todos falando AMÉM e aceitando o que foi colocado. Brigas, revoltas e mais brigas e revoltas tomaram conta da Europa neste período de mudança, pois elas ousavam contrariar os dogmas da igreja católica (absoluta na época). Contudo se fosse realizado um planejamento, acompanhamento e muito diálogo, cabeças não teriam rolado! Está certo que na época era difícil, e como dizia uma professora que tive, "Burrice se conserta, ignorância só matando". No caso Europeu, creio que não tinham saída.

Quando se quer realizar uma mudança você pode estar em duas situações distintas: Ou você tem o poder ou você não tem o poder. No primeiro caso que é teoricamente mais fácil, você não deve cometer o erro crasso de Hitler, sair matando todo mundo e impondo que a raça ariana é soberana e deve prevalecer sobre todos, que os judeus são um vírus sem cultura, língua ou qualquer outra coisa que caracterize realmente um povo. Você deve antes de tudo realizar uma pequena bateria de perguntas para verificar se MUDAR realmente é necessário, pois um pouco de conservadorismo não faz mal a ninguém. Perguntas como, Porque precisamos mudar? O que queremos construir e o que queremos destruir? Porque a posição que nos encontramos não é satisfatória? Para onde ir? O que faremos melhor depois de mudar? Doravante decida a(s) mudança(s) e tendo muito claro o que quer dela, mãos a obra.

Agora se você não esta no poder, não faça como nosso amigo GG, pois senão você vai acabar a beira da morte tendo que negar tudo o que falou se passando por charlatão e pusilânime. Neste caso você tem duas saídas, ou você tem contatos no alto poder ou você de alguma maneira terá que chegar no poder, sem isso a única coisa que irá conseguir é um belo quarto num manicômio luxuoso (ou não). Nosso exemplo de quem queria mudar e não estava no poder é o excelentíssimo senhor presidente da República, Luiz Inácio LULA da Silva. Primeiro conquistou as camadas populares, depois quis dar emprego para elas, então deu uma de bonzinho e conquistou a simpatia de quem outrora não a tinha. Agora está sofrendo, pois nem eles mesmos sabem o que querem da vida, tão acostumados por reivindicar mudanças, no momento em que mudanças estão para serem feitas, eles querem MUDAR e deixar tudo como está.

Mudar não é difícil, mas não é para qualquer um. Você precisa acima de tudo ter cautela, peito, argumentos e poder de persuasão, pois as “pessoas” não estão nem aí para o que você pensa; estando bom para elas, o resto que se exploda! Cuidado e Boa mudança.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

A impressionante capacidade de não se dizer nada sobre algo que acabou.

Os últimos e derradeiros dias de férias são como comer a farofinha do pacote de salgadinho. É impressionante como algo expressivamente menor e claramente menos atraente (No final das férias inicia-se a tensão, seus amigos já voltaram a trabalhar/estudar) torna-se melhor que o pacote todo. É psicológico que seja mais emocionante degustar o momento do que o que já se foi. Não que isso seja uma regra, mas pelo menos no meu caso, é assim que funciona.

Mas pra ser bem sincero, eu não tenho sobre o que escrever, não tenho nada em mente, não leio a mais de seis meses artigos ou livros de qualidade e conseqüentemente não tenho embasamento nenhum para fazer um texto de qualidade mínima. Resumindo, estou enrrolando porque quero voltar a escrever. E assim sendo, poderia terminar o texto aqui que meu objetivo estaria atingido, mas vou lutar contra minha ignorância, preguiça e falta de comprometimento para com minha vontade de ser alguém que não sou, ou coisa do gênero, ou não.

Pra não dizer que não li nada, sim eu li. Li folders, panfletos, placas de publicidade, textos informativos e até duas colunas do Helio da folha de São Paulo, interessantíssimas, diga-se de passagem. Muito pouco para meus anseios como cidadão e como critico politico/economico/social/futebolistico. Ah, eu li todas as noticias vinculadas ao Corinthians. Sim, sou Corintiano, enfim...

Já se foram três parágrafos e não falei nada. Se você chegou aqui, ou é muito amigo meu ou é um herói. A única coisa que posso fazer é prometer um texto com qualidade mínima de um aluno de oitava série na próxima tentativa de escrever algo, se é que isso pode ser considerado algo.

Assim como minhas férias, este texto termina de forma deplorável. Sem nada, sem conteúdo, mas que foi até certo ponto, bom enquanto durou. Bom dentro de suas limitações, dentro das circunstancias, limitado e restrito, vago, raso, largo... profundo... gita.