quinta-feira, 12 de junho de 2008

Valeu Valeu Obrigado!

Todos de pé

A mãe lua pede atenção

Seria meu problema mortal de hipermetropia?

Ou seria a Thalinei chegando?

Não, como?

Porque foi bom?

Quando?

Onde?

Será?

Eu acreditei, e ainda sonho.

Familia, familia

Cachorro, aranha, mosquito.

Senhor

É bacana

É legal

Quais os motivos?

Seria legal se o passado fosse diferente?

Uhul! Suruba na Lua!

Biscoito que vira rosquinha

Piadas sem graça, café da madrugada.

Continuará?

Saudades..

Putinhas francesas

Angelica

Abigail

Palhaços

Corvos

E os Power Rangers

Tudo fez parte

Sul da América

Um ponto luminoso

Dois pontos luminosos

Que representam mais que qualquer senhor feudal

Imperialista

Descomprometido

E irresponsável

Acha que é

Ou pelo menos

Deveria ser mais forte

Enfraqueceu

Ficou

Fiz parte do seu velório

Bebi

Comi

Chorei

Só não ficarei para jogar terra

Prefiro virar as costas

E lembrar dos bons momentos

Saudades

Mas tudo passa

Tudo se separa

Agora é brega

É passado

Adios

Mas que fique claro

Valeu!

Valeu!

Obrigado!

Canis, cachorros e cães

Era uma vez um jovem cão sem dono, ele brigou, rosnou e machucou um cachorro velho e malvado. Nosso herói não tinha esse direito, mas o fez. Fez porque o seu coração mandou, naquele momento, ele decidiu agir, mesmo não sabendo os resultados de tal atitude. Tempos depois, seu canil fechou, ele ficou triste, pegou seus cachorrinhos e os levou para um canil aparentemente receptivo. Tal surpresa foi quando se depararam com um canil comandado por um cão velho e sarnento, pau mandado de outro cão, esse de pedigree, que não da uma lambidinha na cabeça dos filhotinhos, mas manda e desmanda no canil. Outros cães de grande porte, para o velho cão dos pampas, também mandavam lá, e a vida foi sendo tocada assim mesmo.

Felizes, todos cresceram. O filhote mais leal, virou adulto e se desgarrou, naturalmente. O cão sem dono chegou a ter que tocar o canil sozinho. Na garra, aguentou firme, aturou muitos desaforos, não fez corpo mole, errou, acertou e também errou, além é claro, de ter errado. Porem, nunca se omitiu, sempre tentou e deu seu melhor possivel. Muitas vezes contrariado, ele continuou caminhando, por amor a seus filhotinhos queridos. Queria os ver vencer, queria os ver prosperar e crescer. Conseguiu, até que os vira-latas do canil, começaram a reclamar para o velho cão de cuia. A quadrilha de cães se reuniu e decidiu tirar os filhotes de nosso amigo também sem raça. Com o coração partido, ele preferiu ir embora a ver suas crias com outro cão, a ver seus herdeiros serem deseducados e transformados em vira-latas sem espirito de bondade e outras qualidades primordiais para bons cães.

Com muita dor no peito, com o coração partido e a alma suja de tantas mentiras e calunias jogadas contra si pelo sarnentão dos rojões, ele virou as costas e partiu. Chorou mais quando recebeu apoio de uma cachorrinha muito proxima e querida que disse que iria com ele para onde ele fosse. Doeu, mas doeu de alegria.. foi uma dor boa. Talvez a única.. não fosse o abraço sincero e amoroso de outra filha e as lagrimas do seu leal filho adulto que serviram de consolo... fora isso.. ele teve o pior final de semana da sua vida de cão. Hoje.. ele voa afora buscando uma saída. Ainda sangrando.. mas firme e confiante no futuro.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Diário de bordo de um cão sem dono

Atenção Atenção... vida real chamando... alerta... alerta.. Ah não, alerta, não mais. Quem sabe um sentido, ou uns rojões, bombinhas, atitudes irresponsáveis e um pouco de desrespeito para com o próximo. Nada que um pouco de sadismo não consiga suportar, afinal de contas, marasmo, descomprometimento, despeito, reuniões na surdina e tudo virado numa zona é muito melhor que organização, ética e respeito.

Energia energia energia... lets go... come on... a vida segue, rumo ao ponto mais improvável possível, por mais que você almeje outra coisa, ela vai te enganar, contrariar e chegará pra te mostrar que o destino, ahhhh... o destino é foda. Eu disse foda.. foooooda. Sempre pregando peça em criaturas inescrupulosas, maquiavélicas e sem senso de cooperação... ahhh.. quando morrer quero trabalhar no departamento chamada DESTINO.

Imaginem que sensacional... ficar la de cima olhando.. e só pregando peça na galera. Putz.. deve ser gratificante. Já é um T ver daqui de baixo, depois de esperar um tempão e até ter esquecido do que fizeram para você.. de repente, o mundo vira, termina a grande volta que você avisou que daria e acontece um grande fato enfudecedor (Uhul!).

Por fim... passaram-se as 12 horas de espera pelo meu voo rumo a meu lar. Em pouco minutos voarei, e a muitos kms por hora e milhares de pés de altura viajarei... assim como minha alma.. meu coração e minha mente se sentem no momento. Longe de tudo, desmontados, juntando os próprios cacos. Não demora... eu junto tudo e sigo firme. Quem prometeu, que cumpra, quem pediu, que ature, quem aceitou, que se foda.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Altos vôos, reflexos e solidão

Hoje voo alto, firme e forte. No solo meu olhar busca o longinquo, o mais distante possível, o mais audaz que o coração permitir. Calejado, porem não fraco, toco a vida, como boa música, caminho a passos decididos e confiantes. Sozinho num aeroporto qualquer, chego a conclusão de que o instante atual, nada mais é do que um reflexo da minha vida, do meu dia a dia. Olho para os lados, lojas fechadas, vitrines com meu reflexo, pessoas desconhecidas, trabalhadores doidos para ir embora descansar. Desta vez meu companheiro é o notebook, ao contrário de outras noites, nas quais derramei meu rancos, ódio, resignação e angustia em meu computador pessoal. Essas poucas 12 horas de ociosidade que me restam, mostram um eu conformado, porem não menos triste, mas sigo em frente. Para onde? Só o tempo e minhas decisões poderão dizer. Perdi quase tudo que construí, deixei escapar por dentre os dedos. Eu lutei e tentei sustentar, não tive ajuda, ninguém resistiu, ninguém estendeu a mão, restou-me, a mim mesmo, meu notebook, e meus sentimentos.
Desistir não se encaixa a meu perfil, sou decidido chato e teimoso. Persistente nos meus sonhos, faço pelos outros o que gostaria que fizessem por mim. E é por essas e outros que vivo quebrando a cara. Definitivamente as pessoas não tem sentimento de reciprocidade, de gratidão ou qualquer outra coisa do gênero. Foi legal? Foi bom? Então é isso ae, se falamo, certo? Ceeeerto mano! Mas aqui dentro, doí. Feriu. Complicado, porem, não insolúvel, muito pelo contrário, eu diria, que totalmente ministrável, nem que seja por outras vias que não a garganta, vias estas que possam ser mais doloridas ou possam abrir feridas profundas e hemofílicas (??). Nada que um punhal, atos, seringas, palavras, balas de chumbo e ações não possam resolver. Inclusive, manda bala! Ter vinte e poucos anos serviu para alguma coisa. Serviu para entender um pouco melhor o ser humano e não ser mais surpreendido por decisões inesperadas. Não! Não mais, hoje.
Desabafar, gritar, espernear, bah guri, cansei disso. Prefiro engolir, digerir e no outro dia, ter alguns minutos de tranquilidade e concentração no trono, o único lugar no qual sou eu mesmo, rei, o chefe. Realmente, eu espero que tudo isso que digitei acima seja verdade. Que eu realmente seja uma pessoa mais forte, que sabe superar momentos de desilusão e tristeza com facilidade. Quando o fogo toma conta de tudo, deixar tudo para trás, não olhar e começar uma nova construção. Mesmo porque, ninguém ficou gritando de dor, a não ser eu, com arranhões, queimaduras, cortes e lesões, conseguidos quando, juntos, chegamos aqui, construímos isso e, sé... humm.. então.
Por mais vazia que a nova construção pareça neste recomeço, é tudo muito superficial, é tudo muito insensível e injusto. Então.. construamos logo isso para que venha novamente à ruínas. Não? Ah, eu não quero que seja assim.. mas conformado já estou desde o inicio. Mas garanto, categoricamente, que não terei medo, não terei receio, não pensarei duas vezes antes de repetir tudo o que fiz. Não me arrependo de nada! Se soubesse que seria assim, repetiria tudo com todo o prazer. Sou pau mandado do coração, tendo como nivelador das ações, a razão. Muitas vezes não conseguimos fazer a coisa certa, mas errar faz parte do ser humano, então, que erramos sem medo de ser feliz. Fui feliz e voltarei a ser feliz, ou pelo menos, tentarei.
Sigo só nesse aeroporto, nada mais justo para um cão sem dono solitário e odiado. Vamos lá, a velha rotina, sacudir a poeira, ministrar as criticas, engolir as injurias, digerir as pancadas, colocar o rabinho no meio das pernas, recolher a colheirinha, e caminhar... a passos largos rumo ao horizonte, seja lá o que nos espera. Mas que saibam, fortes lá chegaremos, mais fortes do que antes, e menos fortes do que amanha.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Escolhas

Não tentar, omitir-se, esconder-se, fugir, seguir em frente e simplesmente ignorar. Parecem ser essas as melhores saídas ao se ter que escolher. Escolhas.. porque a vida é feita de eleições que sempre colocam a prova o destino, o futuro. Todo segundo perdido pensando e discernindo o que é melhor, é menos tempo para arrepender-se e mais tempo de melancolia e angustia. Qual é a melhor opção? O cão sem dono não sabe, e por isso, arrasta sua coleirinha pelo chão a procura de respostas, ora angustiado, ora arrependido, ora perguntando, porque não aconteceu antes? O destino é cruel, sufoca, alucina e atormenta.

Nos país das causas impossíveis nosso bravo herói se espanta com tanta coragem. Presencia atos de extrema audácia e bravura e não acredita. Muitos deliberados, tomam a devida decisão de tentar, quebram a cara, levantam e seguem a vida, infelizes pela escolha errada. Outros, tentam, conseguem e seguem felizes e satisfeitos, o destino os brindou. Mas o pobre cão sem dono, não tem coragem. Ele é fraco.. a facada no peito ainda lhe machuca.. ele rasteja, ele não fala, não tem amigos. Afastou-se de muitos por motivos diversos, outros se afastaram, pela simples distância. Ele está só, não tem em quem se espelhar, não tem pra quem falar.

Escolhas, destino, passado, futuro, vida. Ah como ela seria mais fácil se pudéssemos dar um reset de vez em quando. Ah como tudo não seria lânguido se as escolhas fossem mais fáceis e esse famigerado destino, não fosse tão cruel. Misericórdia! O cão sem dono está fraco.. ele sofre... mas caminha.. até onde? Não se sabe.. mas suas perninhas o arrastam, por esse mundo, cheio de decisões, cheio de bifurcações, cheio de opções. Por mais complicado que seja, um dos caminhos ele deve seguir, se como cão sem dono ou como um cão forte e bravo.. só o tempo dirá.