Corram, se escondam, blasfemem, atirem paus e pedras ou argumente e lute a favor, de qualquer maneira nada irá adiantar, mudar é necessário e inevitável. Todos já devem ter ouvido a famosa máxima (e porque não jargão) que afirma: “a única coisa certa nos dias de hoje é que tudo vai mudar”. Repudiar mudanças é fácil, o difícil é parar, pensar e analisar se elas realmente virão para melhorar. Imaginem se Galileu Galilei (a partir de agora carinhosamente apelidado de GG) não tivesse um sentimento de mudança dentro de si, estaríamos até hoje achando que éramos o centro de todo o Universo. Mas não, GG lutou (é claro que negou), mas acima de tudo conseguiu fazer com que outros acreditassem em sua tese de mudança deixando para o futuro a confirmação e aceitação de suas teorias. Falando em mundo europeu... Renascimento, reforma, contra-reforma, revolução industrial foram mudanças que abalaram a sociedade do período, sendo que elas não ocorreram pacificamente com todos falando AMÉM e aceitando o que foi colocado. Brigas, revoltas e mais brigas e revoltas tomaram conta da Europa neste período de mudança, pois elas ousavam contrariar os dogmas da igreja católica (absoluta na época). Contudo se fosse realizado um planejamento, acompanhamento e muito diálogo, cabeças não teriam rolado! Está certo que na época era difícil, e como dizia uma professora que tive, "Burrice se conserta, ignorância só matando". No caso Europeu, creio que não tinham saída.
Quando se quer realizar uma mudança você pode estar em duas situações distintas: Ou você tem o poder ou você não tem o poder. No primeiro caso que é teoricamente mais fácil, você não deve cometer o erro crasso de Hitler, sair matando todo mundo e impondo que a raça ariana é soberana e deve prevalecer sobre todos, que os judeus são um vírus sem cultura, língua ou qualquer outra coisa que caracterize realmente um povo. Você deve antes de tudo realizar uma pequena bateria de perguntas para verificar se MUDAR realmente é necessário, pois um pouco de conservadorismo não faz mal a ninguém. Perguntas como, Porque precisamos mudar? O que queremos construir e o que queremos destruir? Porque a posição que nos encontramos não é satisfatória? Para onde ir? O que faremos melhor depois de mudar? Doravante decida a(s) mudança(s) e tendo muito claro o que quer dela, mãos a obra.
Agora se você não esta no poder, não faça como nosso amigo GG, pois senão você vai acabar a beira da morte tendo que negar tudo o que falou se passando por charlatão e pusilânime. Neste caso você tem duas saídas, ou você tem contatos no alto poder ou você de alguma maneira terá que chegar no poder, sem isso a única coisa que irá conseguir é um belo quarto num manicômio luxuoso (ou não). Nosso exemplo de quem queria mudar e não estava no poder é o excelentíssimo senhor presidente da República, Luiz Inácio LULA da Silva. Primeiro conquistou as camadas populares, depois quis dar emprego para elas, então deu uma de bonzinho e conquistou a simpatia de quem outrora não a tinha. Agora está sofrendo, pois nem eles mesmos sabem o que querem da vida, tão acostumados por reivindicar mudanças, no momento em que mudanças estão para serem feitas, eles querem MUDAR e deixar tudo como está.
Mudar não é difícil, mas não é para qualquer um. Você precisa acima de tudo ter cautela, peito, argumentos e poder de persuasão, pois as “pessoas” não estão nem aí para o que você pensa; estando bom para elas, o resto que se exploda! Cuidado e Boa mudança.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Mudar é imperativo, não há como fugir
sexta-feira, 27 de julho de 2007
A impressionante capacidade de não se dizer nada sobre algo que acabou.
Os últimos e derradeiros dias de férias são como comer a farofinha do pacote de salgadinho. É impressionante como algo expressivamente menor e claramente menos atraente (No final das férias inicia-se a tensão, seus amigos já voltaram a trabalhar/estudar) torna-se melhor que o pacote todo. É psicológico que seja mais emocionante degustar o momento do que o que já se foi. Não que isso seja uma regra, mas pelo menos no meu caso, é assim que funciona.
Mas pra ser bem sincero, eu não tenho sobre o que escrever, não tenho nada em mente, não leio a mais de seis meses artigos ou livros de qualidade e conseqüentemente não tenho embasamento nenhum para fazer um texto de qualidade mínima. Resumindo, estou enrrolando porque quero voltar a escrever. E assim sendo, poderia terminar o texto aqui que meu objetivo estaria atingido, mas vou lutar contra minha ignorância, preguiça e falta de comprometimento para com minha vontade de ser alguém que não sou, ou coisa do gênero, ou não.
Pra não dizer que não li nada, sim eu li. Li folders, panfletos, placas de publicidade, textos informativos e até duas colunas do Helio da folha de São Paulo, interessantíssimas, diga-se de passagem. Muito pouco para meus anseios como cidadão e como critico politico/economico/social/futebolistico. Ah, eu li todas as noticias vinculadas ao Corinthians. Sim, sou Corintiano, enfim...
Já se foram três parágrafos e não falei nada. Se você chegou aqui, ou é muito amigo meu ou é um herói. A única coisa que posso fazer é prometer um texto com qualidade mínima de um aluno de oitava série na próxima tentativa de escrever algo, se é que isso pode ser considerado algo.
Assim como minhas férias, este texto termina de forma deplorável. Sem nada, sem conteúdo, mas que foi até certo ponto, bom enquanto durou. Bom dentro de suas limitações, dentro das circunstancias, limitado e restrito, vago, raso, largo... profundo... gita.