Antiamericano, revoltado e sem criatividade, serão os adjetivos por vocês usados para qualificar este mero colunista semanal após o termino desta leitura. Mas peço que entendam, eu não tenho culpa, como um escritor de assuntos ligados a historia e atualidade, as seguidas “pescoçadas” deste cidadão são irresistíveis. Eu evitei, tentei, lutei com todas as forças, procurei, mas não consegui, e venho pela terceira semana seguida falar do mesmo cara, do mesmo país e das mesmas atitudes infundadas e inescrupulosas. Sim, é ele, o próprio e porque não “os próprios”. George W Bush e sua junta de criminosos de guerra são novamente o alvo de minhas criticas e de minha simples coluna.
A história sempre pregou e continua pregando peças em todos que não entendem e simplesmente agem por extinto, impulso ou interesse próprio, sem analisar o contexto que envolve a situação. Aconteceu com Hitler e Napoleão, e hoje temos a nossa frente mais um exemplo de equívocos propositais gerados pela ignorância, prepotência e egoísmo de poucos. É claro que você, eu, seu amigo enfim todos os telespectadores não vemos, assim como o povo alemão e a geração de 1970 também não via o que realmente estava acontecendo. Pois da mesma maneira que o excelente Goelbs fez para transmitir uma boa imagem do nazismo para os alemães, os norte americanos fizeram para mostrar ao mundo que Ho Chi Minh e a grande maioria do povo vietnamita estava realizando uma agressão interna ao lutar contra o governos imposto pelo Tio Sã, hoje novamente os EUA passam a imagem de um Iraque livre do monstro ditador e em fase reconstrução. Mas as perguntas que não querem calar são: Se a situação esta sob controle, porque eles estão fazendo de tudo para se retirar do local? A Guerra acabou? Os atentados que estão acontecendo são o que então?
A guerra não acabou, quem luta agora é o povo iraquiano contra o opressor americano, assim como os vietnamitas fizeram e conseguiram, deixando a maior ferida de todos os tempos no orgulho estadunidense, perder uma guerra e sair com o rabo entre as pernas. Nem armas químicas e de destruição em massa foram suficientes para acabar com a gana dos “comunistas” comedores de crianças vietnamitas. Muito sangue foi derramado, inocentes foram mortos, mas a grande mídia ocultou e com um passe de mágica a guerra do Vietnã se transformou em filme Hollywoodiano com americano se passando por herói. E a cada dia que passa parece que os EUA querem adicionar mais e mais guerras ao seu sangrento currículo para ver se a derrota para os vietcongs seja ocultada.
George não precisa se sentir o pior homem do mundo por ter passado por cima da ONU e de seu conselho de segurança, é claro que não. Pelo mesmo débil motivo John Kennedy e os EUA passaram por cima dos Capítulos sobre Colonização da Convenção de Genebra 1954 e implantaram na metade sul do Vietnã sua tirania e mesmo com o fracasso ignoraram as tentativas da ONU de uma solução pacifica. Sem falar dos antecessores destes que aniquilaram os Nativos-Americanos e tomaram território mexicano. O mais engraçado e o que me faz todas as sextas feiras na hora de escrever minha coluna em voltar a este assunto são as desculpas, pretextos, mentiras dadas por eles para tais ações. No Vietnã eles iriam lutar pela autodeterminação e liberdade combatendo a “agressão interna” (diga-se de passagem, da grande maioria) defendendo assim o Vietnã do Sul contra os agressores do norte, com isso implantara um governo marionete e passaram a bombardear (literalmente) o governo eleito pelo povo. No Iraque eles queriam acabar com as armas de destruição em massa (que fora cedida pelo EUA para Sadam quando armas de destruição em massa eram permitidas), sendo que inspeções desde 1991 sempre foram realizadas, exceto em Israel (com a aprovação do tio Sã). Agora a melhor de todas e a ultima de Bush, liberdade para Cuba, na América não há espaço para ditaduras. Pena que os próprios cubanos foram mais rápidos e satirizaram esta frase antes que eu: ““ as ditaduras não têm lugar na América “. Isso, afortunadamente, é muito certo. O povo norte-americano se encherá de suas fanáticas idéias que podem conduzi-los, entre outras coisas, a catástrofes econômicas e ecológicas”. Com isso podemos ficar tranqüilos, não somos os próximos, os “donos do mundo” ainda terão que passar por cima de Cuba para depois partir para seu próximo objetivo.
Apesar dos meus esforços para evitar os adjetivos citados no primeiro parágrafo desta coluna, sei que muitos de vocês concluíram realmente aquilo. Mas ainda assim peço que relevem e vejam que com os argumentos dados (fatos) fica difícil um colunista de acontecimentos históricos e de atualidade escrever sobre outra coisa. Peço desculpas por ser tão repetitivo e prometo que não vou ler jornais, revistas ou noticias na Internet para ver se na coluna da semana que vem quem sabe eu escrevo sobre Matim Lutero e a Reforma Protestante.