segunda-feira, 14 de abril de 2025

Maldita hora

Maldita hora em que baixei minha guarda. Maldita hora em que esqueci que quando os interesses convergem, a amizade, a camaradagem, o coleguismo acabam. Maldita foi aquela hora em que esqueci de tudo o que passei. Esqueci de tudo o que já tinha aprendido. Esqueci quem não existem amigos no ambiente de trabalho. Esqueci que não existe camaradagem no ambiente coorporativo, fui juvenil ao esquecer que ninguém esta lá pela amizade, mas sim em busca do ganha pão do dia a dia. Eu mesmo estou lá pra isso. Pelo simples fato de que o capitalismo me obriga a ter que batalhar por um salário misero pra proporcionar o mínimo para meus filhos. Maldita hora em que esqueci de tudo isso. Hora desgraçada em que me empolguei, sorri e confiei. Maldita hora que ao invés de porcos e galinhas, criei expectativas. Talvez hoje eu tivesse omelete e bacon ao invés de decepção, angustia e ranço. Honestamente, não sei dizer quando foi essa hora exata, foi um processo que me engoliu, um processo que me fez soterrar minhas trincheiras, derrubar meus muros, e baixar minhas armas. Eu era muito mais feliz com a cara fechada, sorrindo pra quem merece, sorrindo para as pessoas que escolhi sorrir e não pela obrigação de trabalhar ao lado e ter que passar mais tempo com estas pessoas do que com a minha família. Maldita hora em que baixei minha guarda. Guarda foi feita para ficar alta, aprendi isso a duras custas nos treinos de karatê. Mas errei, baixei, e mais uma vez, quebrei a cara. Como se não fosse tarde demais, levanto novamente minha guarda. Ainda com o nariz sangrando, ainda não a alma machucada e ferido, muito mais pela minha própria ingenuidade do que pela ação dos outros, até porque, eu já sabia disso tudo, só fui juvenil, noob. Eu sempre fui um bom guardeiro, e agora, mais do que nunca, é hora de subir a guarda, ranger os dentes e seguir em frente, só que desta vez (espero), esta guarda, ninguém vai passar, NADA vai passar.

(ps: volto depois de muito tempo, com um simplório texto feito as pressas. Ninguém vai ler mesmo).

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Sobre a indignação contra a Globo

Tenho evitado me posicionar politicamente. Mas essa indignação com a Globo, esse 'boicote' a familia Marinho é tão faisca atrasada, mas tão faísca atrasada que é como se as pessoas estivessem indo as ruas gritar INDEPENDENCIA OU MORTE, ou então para pedir DIRETAS JÁ, ou mesmo pintando a cara de preto em protesto contra o COLLOR.

Fica difícil até classificar.. fica entre o ridículo e o patético!

Já que você quer boicotar a Globo, faça direito. Não faça isso exaltando outros bandidos como a RECORD e o SBT. Faça como eu que não tenho TV aberta em casa há mais de 5 anos.

Exaltar Crivella e Abravanel para boicotar a Globo é o mesmo que jogar o bebê fora junto com a água do banho.

Querem se politizar? Sejam um pouco mais inteligentes porque vocês estão NO MÍNIMO uns 19 ANOS atrasados.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Corrupção Institucionalizada

Depois de algum tempo sem exercer a prática da escrita, estou há alguns dias esperando o momento certo para iniciar esse nobre processo de transformar pensamentos em palavras. As ideias vem surgindo e sendo processadas, mas faltava o momento certo, faltava a emoção, porque não basta escrever, é preciso colocar o coração e a alma na ponta dos dedos. Sempre pautei meu processo de desenvolvimento textual nesse critério, o de ser preciso produzir algo, e não simplesmente escrever por si só. Já vinha trabalhando com a proposta para o texto que serviria de abre-alas para essa nova fase da minha vida de blogueiro, eis que, ouvindo uma rádio qualquer, ouço o locutor divulgando a enquete do dia: “Que tipo de ato você sabe que é errado e mesmo assim faz?”. ‘Neologisando’ e ‘jargonizando’ minha primeira coluna nesse espaço virtual, era a gota d’água que eu precisava.
Confesso que chega a ser difícil verbalizar as emoções quando me deparo com esse tipo de situação. Como assim algo que eu sei que é errado e mesmo assim faço? Se é contra as normas, se é contra o senso comum, eu não faço, simples assim. Tenho pavor de uma famigerada frase do meio jurisdiques: “Nem tudo que é legal é moral!”. Ou seja, as favas com o caráter, com a honra e com os valores ensinados por meus pais. Em uma rádio em que eu fosse o radialista, mudaria a pergunta e lançaria para os ouvintes a seguinte enquete: “Quais são os atos de corrupção que você executa com conhecimento de causa?”. Sim, corrupção! Porque se você utiliza o acostamento para passar mais rápido por um congestionamento, se você utiliza a faixa da direita para furar a fila da conversão a esquerda, se você forja notas fiscais com médicos para lançar na declaração de imposto de renda, se você tem TV a cabo pirata, se seu Windows é pirata, se você utiliza varal na sacada em um condomínio em que essa prática é proibida, você faz parte do grupo de pessoas corruptas que engloba a maior parte (senão toda) população brasileira e também mundial. Você não é nem um pouco diferente dos parlamentares que vos representam em Brasília, pois um deputado, senador ou integrante do poder executivo, nada mais é que um brasileiro no poder, nada mais é que alguém fazendo um acordo com o novo patrão para realizar o registro em carteira só depois que acabar o auxílio-desemprego. Isso tem nome, trata-se de uma doença social tatuada no íntimo do brasileiro, trata-se do jeitinho brasileiro, ou como eu gosto de chamar, de Corrupção Institucionalizada.
Institucionalizar algo é dar o carácter de instituição, tornar oficial, estabelecido, arraigado, com raízes profundas, fixo. Ou seja, existe uma cultura enraizada na sociedade brasileira de que independentemente de ser legal ou não, moral ou não, justo ou não, se me trás qualquer tipo de benefício, eu vou fazer. Ao que parece existe uma necessidade sistêmica de ser o primeiro em tudo, ser o primeiro a chegar ao semáforo, ser o primeiro a fazer a conversão a esquerda, a sair do congestionamento, a ter as roupas secas, ou mesmo, ser aquele que consegue economizar mais, ganhar mais, ter mais vantagens. É imperativo que tenhamos em mente que a minha pressa de chegar em casa, não é mais importante que pressa de outros cidadãos. Que o meu atraso para bater o ponto, não é mais importante. Que não sou mais relevante para a sociedade que meu vizinho e por isso posso assistir qualquer canal fechado sem pagar. Que sou simplesmente mais um dentro de uma sociedade complexa e em constante movimento. O errado é errado, o imoral é imoral, se eu não gostaria que fizessem comigo, eu não vou fazer para outrem. Simples assim. 
Mas o que é simples, não é necessariamente o mais fácil, o mais conveniente, o que me trás mais vantagens. Esse paradigma extremamente egocêntrico é a pilastra de sustentação de todo o processo de corrupção da sociedade brasileira. Passar a olhar para o próximo como um igual e passar a pensar suas ações como parte de um todo, é agir com bom senso, é prezar pelo senso comum. Será que é tão difícil assim analisar se o que você está fazendo é correto ou não? Ou a sociedade está tão doente que a maioria das ações não são necessariamente atos de corrupção conscientes, mas sim ações de total e absoluta falta de noção de senso comum? 
Onde moro, por exemplo, é obviamente proibido passear e deixar seu bichinho de estimação fazer as necessidades em áreas consideradas de uso comum. Tal regra se deve ao fato de que se todos os moradores executarem tao ato ao mesmo tempo, o consequência seria catastrófica para a saúde e o bem estar de todos. Pense, são duas torres, com 25 andares e 6 apartamentos por andar. Um total de 300 apartamentos. Se 300 cachorros usarem a área comum para fazer seu xixizinho, ficaria extremamente agradável o ambiente como um todo, não é? Isso parece óbvio! Principalmente quando se veem crianças brincando na grama nos sábados a tarde. É claro, menos para meus vizinhos, que continuamente, diariamente, e mesmo com a presença de placas que alertam a respeito dessa proibição, acham que passear com o seu cachorrinho na área comum e deixá-lo fazer suas necessidades por ali é absolutamente normal. E é ai que entra a noção de senso comum, o famigerado bom senso. É tão complicado assim pensar nessa questão? Se eu posso, todos podem, e se todos podem e resolverem fazer isso, o que aconteceria? Juro, é difícil entender, especialmente depois de ter tentando alertar alguns vizinhos a respeito e não ter tido a recepção esperada.
É falta de noção? De caráter? De moral? Alias, o que é moral? O conceito de moral, amoral e imoral confunde tudo e todos. Afinal, alguém criado em um ambiente altamente contaminado por atos de corrupção terá um conceito de moral diferente, e consequentemente, esse indivíduo não é imoral, ele só não sabe o que é moral, tornando-se assim um ignorante no assunto, um amoral. Seria esse o esteriótipo tupiniquim? As crianças veem crescendo em um ambiente tão toxico e encardido de ações egoístas, corruptas e imorais que chegam a maioridade totalmente desprovidas de um senso mínimo de comunidade, um noção mínima do que é certo ou errado ao ponto de não ter discernimento a respeito de seus atos e ações? Seria essa a nossa triste realidade?
O estimado leitor deve estar pensando: “Quem é você para apontar o dedo para mim?”. Minha intenção ao dissertar a respeito de tema tão polêmico não é posar de moralista, de senhor honestidade ou qualquer coisa do gênero, minha intenção, por mais utópica que possa parecer, é tentar despertar em você a sensação de que podemos fazer diferente, despertar o sentimento de que é melhor ser um bom exemplo para nossas crianças, é melhor despertar neles o quanto antes a honestidade, a gentileza, a empatia. E sim, eu faço diariamente o meu melhor possível para tornar o ambiente mais saudável para todos.
Entretanto, considerando o estágio atual em que se encontra a sociedade brasileira, tenho total ciência do quão difícil é realizar esse processo de mudança de comportamento. Eu passei e venho passando por isso. É quase que uma desintoxicação que em meio ao ambiente extremamente tóxico, fica ainda mais complicada de ser realizada. Contudo, não podemos seguir sendo reféns de um ‘modus operandi’ suicida. Sim, suicida, porque uma sociedade que se auto sabota, que não consegue criar um ambiente saudável de convivência tem o seu destino fadado ao fracasso. Se queremos qualidade de vida, se queremos um pais desenvolvido, isso passa obrigatoriamente por uma mudança radical de comportamento por parte de todos. Do contrário, continuaremos sendo o pais dos corruptos que sonham em ter políticos honestos.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Palavras não ditas

Esse é só mais um poema sobre palavras
Sejam elas as ditas 
Ou as não ditas
Aquelas que machucam
Ou as que corroem e consomem
As que dão certezas
Ou as que deixam o coração angustiado
Aquelas que te dão um caminho a seguir
Ou aquelas que te mantêm indeciso
O dito
Pelo omitido
O falado
Pelo deixado de lado
Pior que verdades
É não sabê-las
Pior que a dor da desilusão
É sofrer pela incerteza
Por isso falo, falei e falarei
Nunca ocultarei
Na dúvida
Não!
Amo você.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

20 anos

A vida é feita de encontros e desencontros, indas e vindas, ditos e não ditos. Muitas vezes simplesmente se está, para em outro momento não estar mais. A ambiguidade do caminho, a necessidade de se escolher entre isso e aquilo é o que nos move, e o melhor a ser feito é sempre aceitar que o caminho que está sendo trilhado, é aquele em que você deveria estar, é aquele que suas decisões e ações o levaram a chegar. Quantas vindas eu vi e simplesmente fiquei acompanhando o consequente ir, vi indo, e simplesmente vi. Os reencontros são inevitáveis, contudo são pautados em decisões tomadas, em fatos consumados e em situações e vidas consolidadas, não há mais o que se fazer. O não dito, o não explicado, a ausência de entendimento de acontecidos traz a incerteza, traz a angustia, traz perguntas, por quê? Contudo, muitas vezes, não existem porquês para o por que! A dimensão que cada pessoa dá para cada assunto muda de acordo com o discernimento de cada um. O que tira o sono de alguém há vinte anos, pode não significar nada para o outro envolvido, ou simplesmente ter caído no esquecimento e consequentemente, não ter uma explicação, não mais. E o que "pega" é: Adianta ter explicação? Ou a única aceitável é aquela que queremos ouvir, que tentamos nos convencer desde sempre. A solução é óbvia, esquecer e se afastar. Mas a toxina trazida pelo encontro é viciante e o resultado disso é passar o resto dos dias buscando respostas para assuntos que não querem ser respondidos ou que estão há tanto tempo no passado que a poeira do tempo já se sobrepôs a sua significância.

Homenagem ao Chefe Felix

Em maio de 2018 reunimos 4 gerações de jovens (ex-jovens) escoteiros para homenagearmos o chefe mais importante de todos. O chefe Felix. Na homenagem tive a oportunidade de elaborar e ler um texto para ele. 

Abaixo o texto. O Chefe Felix é um pai para mim.

"Um movimento de jovens, para jovens, com a colaboração de adultos, com o propósito de contribuir para que o jovem assuma seu próprio desenvolvimento. Por si só a definição do movimento escoteiro trás a flor da pele sentimentos especiais, é bonita e autruista. Agora, coloque uma pitada de dedicação, uma colherada de vontade e muito amor e você entenderá porque hoje temos reunidos aqui uma porção de jovens de diferentes gerações com o intuito de homenagear aquele que nos foi exemplo, aquele que nos foi um farol nos momentos em que precisamos nos orientar, foi nossa bússola, foi nosso cruzeiro do sul.
O Chefe Felix foi muito mais do que um simples chefe escoteiro, aquele que baliza nossas atitudes e nos ajuda a moldar nosso caráter da melhor maneira possível. O chefe Felix significou mais que que alguém que admiramos, e peço nesse momento permissão ao Cristian para dizer que o chefe Felix nos foi um pai e para muitos de nós, o único.
Ele nos ensinou mais do que simples amarras, nós, fogueiras, sistema de patrulha, facão e machadinha. Ele nos ensinou mais do que todos os artigos da lei escoteira juntos são capazes de ensinar, ele nos ensinou a amar, ele nos ensinou que o respeito e o amor ao próximo são coisas importantes e que fazem a diferença. Ele nos ensinou a ser melhores, ele nos mostrou o caminho a seguir, nós entregou um mapa e nos deixou trilhar.
O chefe felix foi uma das pessoas mais importantes que aconteceram na minha vida. Sua figura representa o norte que busquei, que estou longe que chegar perto, mas que batalho diariamente para quem sabe um dia avistá-lo ao horizonte.
Chefe Felix, do fundo do meu coração, e em nome de todos os amigos presentes quero agradacer por cada segundo de dedicação que reservou para nos proporcionar momentos especiais. O senhor nos representa muito, muito mesmo. Nunca se esqueça que você mudou nossas vidas. Que você é muito importante para todos nós. Por isso, nosso singelo, MUITO OBRIGADO!"

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Um pais de corruptos

Em algum lugar, alguém me contou essa "piada". Gostei tanto que esqueci o "piadista", mas não esqueci a piada. Fato é que ela dia vai, dia vem, explica com clareza o meu sentimento a respeito do povo brasileiro, do jeitinho brasileiro.

"Deus fazia o mundo. Fez o Japão e colocou terremotos e tsunamis. Fez os EUA e colocou furacões e terremotos. Fez a Africa e colocou a fome, falta de água e a guerra. Fez a Russia e colocou muito gelo. Foi quando seu ajudante olhou para um grande pais no hemisfério sul, todo repleto de natureza e coisas boas. Ele perguntou: "Deus, porque no Japão o senhor colocou terremoto, no EUA furacões, na Africa a fome e aqui no Brasil só existem coisas boas?". Deus, sem pensar muito respondeu: "Você vai ver o povinho que eu vou colocar lá"."

Isso explica nossa politica, isso explica essa nova fraude nos combustíveis, isso explica muita coisa sobre esse grande pais que eu amo tanto, mas que a cada dia eu sinto mais nojo do povinho que tem por aqui!