quinta-feira, 6 de junho de 2019

20 anos

A vida é feita de encontros e desencontros, indas e vindas, ditos e não ditos. Muitas vezes simplesmente se está, para em outro momento não estar mais. A ambiguidade do caminho, a necessidade de se escolher entre isso e aquilo é o que nos move, e o melhor a ser feito é sempre aceitar que o caminho que está sendo trilhado, é aquele em que você deveria estar, é aquele que suas decisões e ações o levaram a chegar. Quantas vindas eu vi e simplesmente fiquei acompanhando o consequente ir, vi indo, e simplesmente vi. Os reencontros são inevitáveis, contudo são pautados em decisões tomadas, em fatos consumados e em situações e vidas consolidadas, não há mais o que se fazer. O não dito, o não explicado, a ausência de entendimento de acontecidos traz a incerteza, traz a angustia, traz perguntas, por quê? Contudo, muitas vezes, não existem porquês para o por que! A dimensão que cada pessoa dá para cada assunto muda de acordo com o discernimento de cada um. O que tira o sono de alguém há vinte anos, pode não significar nada para o outro envolvido, ou simplesmente ter caído no esquecimento e consequentemente, não ter uma explicação, não mais. E o que "pega" é: Adianta ter explicação? Ou a única aceitável é aquela que queremos ouvir, que tentamos nos convencer desde sempre. A solução é óbvia, esquecer e se afastar. Mas a toxina trazida pelo encontro é viciante e o resultado disso é passar o resto dos dias buscando respostas para assuntos que não querem ser respondidos ou que estão há tanto tempo no passado que a poeira do tempo já se sobrepôs a sua significância.

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