Outro dia fui tomado por um sentimento de nostalgia. Uma saudade da Curitiba que tanto sentia orgulho. Hoje, aquela cidade tão falada por todo o país e que sobre a qual eu enchia os pulmões para falar, hoje me envergonha. E quando digo que sinto vergonha desse atual aglomerado de pessoas administradas por uma ave de bico longo e amarelado não me refiro somente a estrutura, mas também a todas as criaturas e animais que caminham pelas calçadas, trafegam pelas ruas e habitam as casas. Animais estes que deveriam trocar de lugar com o leão, com a girafa e o hipopótamo do nosso belíssimo zoológico.
Nosso transporte coletivo continua modelo, não fosse os ligeirinhos lotados em horário de pico e a educação dinamarquesa dos bípedes que não esperam quem quer sair do ônibus para entrar, que não oferecem seu lugar para pessoas idosas, com crianças de colo e deficientes, Curitiba seria aquela. Não fossem esse lixo que anda em bando vindo, em geral dos bairros mais afastados, que se enche de cacarecos pelo corpo, toma o famoso tubão, liga músicas de péssimo gosto em altíssimo volume para que todos ouçam, pixa as janelas e paredes do coletivo, desfere palavrões e asneiras quaisquer, conhecido como mano ou vileiro, Curitiba seria a mesma. Quem sabe essas mães de proveta ensinassem bons valores para suas crias, como por exemplo, não jogar lixo no chão, respeitar o próximo, ser gentil e educado, talvez Curitiba fosse a mesma.
Quem dera que a minha querida cidade ainda fosse povoada por aquele famoso e frio povo curitibano. Quem dera que minha cidade ainda tivesse bons valores no peito de seus contribuintes, não fosse hoje um Simba Safári Paranaense. Hoje a capital do Paraná tem animais pelas ruas, criaturas de péssimos hábitos e de sanidade questionável, monstrons ignorantes, alienados, arrogantes, prepotentes e acima de tudo, mal educados. Eu tenho vergonha de Curitiba. Um povo que elege a 16 anos a mesma corja, e que não percebe que a cidade está estagnada a estes mesmo 16 anos. Que não cresceu, que ainda hoje colhe os frutos da boa administração do senhor que acabou posteriormente falindo o Banestado, não, é mais fácil erguer o narizinho sujo com o próprio tatu e olhar com desdém para o próximo.
Opa! Será que não estou sendo injusto com minha mãe gentil capital ecológica e cidade modelo? Desde o inicio desde simplório texto eu venho falando que tenho vergonha dela, quando nele só citei essa raça inescrupulosa que a está habitando. É verdade, estou errado, por isso, faço um voto para que os bons curitibocas, para todos os verdadeiros e saudosistas moradores da minha amada cidade se façam presentes e repovoem-a. Hoje somos animais em extinção, e em breve estaremos enjaulado entre a girafa e o hipopótamo para que a corja que hoje é maioria, ria orgulhosa, suja e fedendo dos nossos péssimos hábitos rudimentares. Um viva a Curitiba, a cidade que tanto me orgulhou que um dia eu ei de voltar a ama-la.
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